Por: Karlieny - GO. - BR - 18/09/2002 18:13:21
Bom, O Araguaia é um autêntico paraíso. Rio de planície, com características de largura e pouca profundidade média, suas águas apresentam muito sedmento em suspensão, principalmente de orígem arenosa, o que resulta nas belíssimas praias de "verão". Pelo fato de ter a quase totalidade de seu curso em áreas de baixa densidade demográfica, ainda é uma região relativamente preservada e pouco tocada pelo homem. O resultado é uma fauna (terrestre e aquática) e uma flora rica, tanto em espécies quanto em quantidade de indivíduos por espécie. Com certeza, uma das regiões de água doce mais piscosas do planeta, só encontrando paralelo no Pantanal Matogrossense. O turismo, ou melhor, o ecoturismo seria a vocação natural para a região, globalmente considerada. Todavia, constata-se uma falta de planejamento integrado, bem como a correspondente escassêz de infraestrutura. Projetos isolados, não raro descontinuados e suportados por pouco ou nenhum estudo mais sério sobre o impacto no ecosistema não são novidade por estes lados. O homem ainda será o maior desafio a ser enfrentado. A ação resultante da ocupação das terras produtivas causa, inevitavelmente, resultados negativos para o ecosistema fundado no rio. Desmatamento, assoreamento, uso inconsequente de defensivos e resíduos do processo agro-pecuário, projetos de hidrovias, queimadas, pesca profissional em larga escala, exploração de garimpos com processos altamente poluentes, comércio ilegal de peles exóticas e espécies vegetais de interesse científico ou comercial, são as ameaças que podem ser listadas e não esgotam a matéria. Existe alguma preocupação a nível governamental, que pode ser sentida na instituição e manutenção de projetos a exemplo do Projeto Quelônios (RAN) e da implantação das Areas de Proteção Ambiental (APA's), ambos de iniciativa do Ministério do Meio Ambiente, através do IBAMA, na área federal. Nas esferas estaduais, tanto o Mato Grosso, quanto os estados de Goiás, Tocantins e Pará (que se confrontam com o rio), tem projetos isolados ou comuns que visam a preservação do Araguaia. As grandes distâncias, a escassêz de boas vias de acesso, o tamanho dos municípios e a sua crônica falta de recursos materiais são, com certeza, dificultadores. A baixa qualidade de vida das populações ribeirinhas, somada a insignificantes níveis educacionais, contribue negativamente com o quadro geral. Supõe-se que estaria na educação, desde a infância, a solução para a grande maioria dos problemas humanos da região, com significativo impacto na ecologia. Contudo, para tal há necessidade de vontade política, o que tem sido um dos maiores óbices a enfrentar no Brasil de ontem e de hoje. Bom, espero ter lhe auxiliado um pouco que seja. Mais, só mesmo vindo por estes lados, ver e viver um pouco de Araguaia. Na minha humilde opinião, um modo muito peculiar de viver. Disponha sempre. Ajude-nos a divulgar nosso "corguinho".
http://www.rioaraguaia.com.br/index.php?option=com_ramsgs&view=msgs&Itemid=10&limitstart=1040
Bom, O Araguaia é um autêntico paraíso. Rio de planície, com características de largura e pouca profundidade média, suas águas apresentam muito sedmento em suspensão, principalmente de orígem arenosa, o que resulta nas belíssimas praias de "verão". Pelo fato de ter a quase totalidade de seu curso em áreas de baixa densidade demográfica, ainda é uma região relativamente preservada e pouco tocada pelo homem. O resultado é uma fauna (terrestre e aquática) e uma flora rica, tanto em espécies quanto em quantidade de indivíduos por espécie. Com certeza, uma das regiões de água doce mais piscosas do planeta, só encontrando paralelo no Pantanal Matogrossense. O turismo, ou melhor, o ecoturismo seria a vocação natural para a região, globalmente considerada. Todavia, constata-se uma falta de planejamento integrado, bem como a correspondente escassêz de infraestrutura. Projetos isolados, não raro descontinuados e suportados por pouco ou nenhum estudo mais sério sobre o impacto no ecosistema não são novidade por estes lados. O homem ainda será o maior desafio a ser enfrentado. A ação resultante da ocupação das terras produtivas causa, inevitavelmente, resultados negativos para o ecosistema fundado no rio. Desmatamento, assoreamento, uso inconsequente de defensivos e resíduos do processo agro-pecuário, projetos de hidrovias, queimadas, pesca profissional em larga escala, exploração de garimpos com processos altamente poluentes, comércio ilegal de peles exóticas e espécies vegetais de interesse científico ou comercial, são as ameaças que podem ser listadas e não esgotam a matéria. Existe alguma preocupação a nível governamental, que pode ser sentida na instituição e manutenção de projetos a exemplo do Projeto Quelônios (RAN) e da implantação das Areas de Proteção Ambiental (APA's), ambos de iniciativa do Ministério do Meio Ambiente, através do IBAMA, na área federal. Nas esferas estaduais, tanto o Mato Grosso, quanto os estados de Goiás, Tocantins e Pará (que se confrontam com o rio), tem projetos isolados ou comuns que visam a preservação do Araguaia. As grandes distâncias, a escassêz de boas vias de acesso, o tamanho dos municípios e a sua crônica falta de recursos materiais são, com certeza, dificultadores. A baixa qualidade de vida das populações ribeirinhas, somada a insignificantes níveis educacionais, contribue negativamente com o quadro geral. Supõe-se que estaria na educação, desde a infância, a solução para a grande maioria dos problemas humanos da região, com significativo impacto na ecologia. Contudo, para tal há necessidade de vontade política, o que tem sido um dos maiores óbices a enfrentar no Brasil de ontem e de hoje. Bom, espero ter lhe auxiliado um pouco que seja. Mais, só mesmo vindo por estes lados, ver e viver um pouco de Araguaia. Na minha humilde opinião, um modo muito peculiar de viver. Disponha sempre. Ajude-nos a divulgar nosso "corguinho".
http://www.rioaraguaia.com.br/index.php?option=com_ramsgs&view=msgs&Itemid=10&limitstart=1040
Nenhum comentário:
Postar um comentário